Mensagens

A mostrar mensagens de outubro, 2025

Cervicalgias, Dorsalgias e Lombalgias

Imagem
  Esta doente apresenta um quadro compatível com   lombalgia aguda com radiculopatia . Neste caso clínico em particular, a doente apresenta queixas de lombalgia aguda (duração inferior a 4 semanas) acompanhada por envolvimento radicular (dor e parestesias que irradiam pela face lateral da coxa, face anterolateral da perna e dorso do pé). Esta entidade clínica implica a compressão de uma ou mais raízes nervosas lombares e/ou sagradas, onde as principais etiologias são a herniação de discos intervertebrais e/ou alterações degenerativas (espondilose) com formação de osteófitos que reduzem o espaço do   foramen   intervertebral por onde as raízes nervosas abandonam o canal medular. No adulto, a medula espinhal termina ao nível de L1 - L2, pelo que as restantes raízes nervosas espinhais permanecem no interior do canal medular e percorrem um trajeto descendente desde a sua emergência na medula espinhal até ao  foramen  intervertebral correspondente. Este facto pe...

Osteoporose

Imagem
As determinações de DMO podem ser expressas através de dois valores: a DMO em relação ao pico esperado da massa óssea num adulto jovem do mesmo género ( score  ou índice T) ou em relação a uma pessoa da mesma idade e do mesmo género ( score  ou índice Z). Em relação ao  s core  T , a diferença entre o  score  da doente e do adulto jovem é expresso em desvios padrão (DP) acima ou abaixo da média. Um DP representa cerca de 10 - 12% de diferença na DMO. Assim, de acordo com os resultados obtidos nesta doente, a DMO no fémur proximal encontra-se cerca de 32 % inferior em relação à população jovem, sendo equivalente a cerca de 3 DP abaixo da média (ou seja,  score  T de - 3)  (Opção C) . O  score  T é o preferido em mulheres pós-menopáusicas e estabelece o diagnóstico de OP se igual ou inferior a - 2,5, segundo critérios da OMS (aplicáveis somente a mulheres caucasianas). Assim, de acordo com estes critérios pode ser estabelecido o diagn...

Cardio: Disritmias

Imagem
  Sindrome Qt Longo BAV 2º grau mobitz tipo I O caso clínico apresenta uma mulher saudável de 26 anos, assintomática, avaliada no contexto de saúde ocupacional. Relativamente ao eletrocardiograma, observa-se a presença de ondas P em todas as derivações, com morfologia de onda P sinusal ( onda P positiva em DI, DII, negativa em aVR e bifásica em V1, t odas as ondas P de igual morfologia, cada P seguida de QRS (com PR normal)e com FC 50-100/min). O complexo QRS também é facilmente identificável em todas as derivações, estreito. Observa-se padrão rSR’ em V1 e V2, um achado que frequentemente representa morfologia típica do bloqueio incompleto do ramo direito do feixe de His (BIRD) , no entanto neste caso o QRS tem duração <110ms pelo que não estamos na presença de BIRD. Este padrão é considerado uma alteração sem significado patológico. Finalmente, a onda T é também identificável e de conformação normal em todas as derivações. O eixo cardíaco é norm al (QRS positivo nas derivações...

Cardio: PCR e palpitações

Imagem
  --- A apresentação clínica de náuseas, prostração, fraqueza muscular e hiporreflexia num doente com doença renal crónica e obstipação crónica agravada, associada a provável abuso de laxantes, é sugestiva de paragem cardiorrespiratória (PCR) secundária a hipermagnesemia.  Os compostos de magnésio podem ser utilizados como laxantes e antiácidos, bem como no tratamento da eclâmpsia. A ingestão destes laxantes por doentes com obstipação crónica conduz a um agravamento paradoxal da obstipação (devido ao íleo paralítico induzido pela hipermagnesemia) e possibilita uma absorção continuada (funcionando como reservatório), contribuindo para uma hipermagnesemia sustentada que, nesta doente, é agravada por uma diminuição da capacidade de excreção renal deste ião. A abordagem da hipermagnesemia depende da função renal, níveis séricos de magnésio e sintomatologia. Numa abordagem inicial, deve ser excluído qualquer aporte adicional de magnésio através da suspensão de fármacos, suplementos...