Osteoporose




As determinações de DMO podem ser expressas através de dois valores: a DMO em relação ao pico esperado da massa óssea num adulto jovem do mesmo género (score ou índice T) ou em relação a uma pessoa da mesma idade e do mesmo género (score ou índice Z). Em relação ao score T, a diferença entre o score da doente e do adulto jovem é expresso em desvios padrão (DP) acima ou abaixo da média. Um DP representa cerca de 10 - 12% de diferença na DMO. Assim, de acordo com os resultados obtidos nesta doente, a DMO no fémur proximal encontra-se cerca de 32 % inferior em relação à população jovem, sendo equivalente a cerca de 3 DP abaixo da média (ou seja, score T de - 3) (Opção C). O score T é o preferido em mulheres pós-menopáusicas e estabelece o diagnóstico de OP se igual ou inferior a - 2,5, segundo critérios da OMS (aplicáveis somente a mulheres caucasianas). Assim, de acordo com estes critérios pode ser estabelecido o diagnóstico de OP nesta doente.

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A osteodensitometria é o método de diagnóstico de eleição para a osteoporose, contudo, as radiografias podem demonstrar uma diminuição da espessura cortical (Opção B), nomeadamente, a nível dos metacarpos. 

(Opção A) O alargamento das metáfises é característico do raquitismo. O défice de mineralização é mais evidentes nas metáfises, onde o excesso de osteoide não mineralizado aumenta a placa de crescimento e torna a configuração da metáfise anormal.

(Opção C) As hipertransparências lineares perpendiculares ao córtex ou pseudofraturas de Looser-Milkman estão associadas à osteomalacia, sendo mais frequentes na pélvis ou na escápula. São consideradas fraturas de insuficiência em regiões de osteoide desmineralizado.

(Opção D) A reabsorção óssea subperiosteal é característica do hiperparatiroidismo, nomeadamente, na osteodistrofia renal. Observa-se particularmente no lado radial das falanges médias das mãos.

(Opção E) As vértebras “em sanduíche”, nas quais os planaltos discais são densamente escleróticos, são características osteopetrose, anomalia hereditária na qual os ossos são muito densos.


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A Doença Óssea de Paget ou Osteíte Deformante é uma doença crónica e insidiosa que resulta em alterações na estrutura óssea, devido a processo anormal de remodelação. A estrutura óssea é frágil e pode cursar com deformação visível, dor e fraturas. Analiticamente, pode se apresentar com fosfatase alcalina elevada.

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Neste caso, a doente apresenta antecedentes pessoais de cancro da mama, com diagnóstico há 4 anos, tratado com cirurgia, radioterapia e tamoxifeno. Embora existam estudos que apontam para que, quando usado na pós-menopausa, o tamoxifeno reduza o turnover ósseo e a perda óssea comparativamente ao placebo, os dados não são suficientemente robustos para que este fármaco tenha sido aprovado para a prevenção e tratamento da osteoporose. De facto, o tamoxifeno é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de osteoporose (Opção E), existindo indicação para a realização de densitometria óssea antes dos 65 anos, segundo as normas de prevenção de fraturas osteoporóticas, em doentes sob este tratamento.

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De acordo com as recomendações de 2018 da SPR, todos os homens e mulheres portugueses com mais de 50 anos de idade devem submeter-se a uma avaliação do risco a dez anos de fratura osteoporótica através da ferramenta FRAX®Port, com ou sem DEXA.

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