Esta pergunta faz parte de uma prova oficial da ACSS - PNA 2020. O caso reporta-se a um doente portador de prótese mecânica e, por isso, com risco tromboembólico importante (além da fibrilhação auricular que o doente apresenta que também condiciona risco tromboembólico) que deve ser abordado com introdução de hipocoagulação. Sabe-se que o INR é a medida-padrão para monitorização da hipocoagulação com antagonistas da vitamina K e este deve ser mantido dentro de uma faixa terapêutica adequada [para os doentes com fibrilhação auricular entre 2-3; para os doentes com válvulas mecânicas entre 2,5-3,5 de uma forma genérica. No entanto, em doentes com certos tipos de prótese mecânicas e fatores de risco para trombose (por exemplo: FA) poderá ter de ser ajustado o alvo de INR para 3,5, ou, no caso de próteses mais trombogénicas (e antigas), para 4 - de acordo com 2021 ESC/EACTS Guidelines for the management of valvular heart disease ] O encerramento do apêndice auricular é u...
Cerca de 40% das pneumonias estão associadas a derrame pleural. A maioria destes derrames são pequenos, de fluxo livre, estéreis e respondem à antibioterapia, isto é, são derrames não complicados. No entanto, quando há migração dos microorganismos causadores de pneumonia do parênquima pulmonar infetado para o espaço pleural, há risco de desenvolvimento de derrame pleural complicado ou de empiema . Tanto o derrame pleural complicado como o empiema são caracterizados por grandes derrames, frequentemente loculados, associados a alterações na análise do líquido colhido por toracocentese. Além disso, ao contrário dos derrames complicados, nos empiemas é frequente observar material purulento no espaço pleural. Este doente apresenta um quadro compatível com pneumonia (febre e tosse produtiva). A presença de dor torácica pleurítica e de derrame pleural do lado esquerdo sugerem o aparecimento de empiema. O risco de complicações de pneumonia, como os empiemas,...
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