Vasculites


Poliangite microscópica (PAM)

O caso clínico descreve uma mulher de 56 anos que recorre à consulta por cansaço, artralgias e edema dos membros inferiores com 3 semanas de evolução. Os antecedentes pessoais incluem diabetes melittus tipo 2 mal controlada (HbA1c 8,3% e retinopatia diabética), hipertensão arterial e obesidade. Encontra-se apirética e hipertensa. Ao exame objetivo, apresenta edema dos membros inferiores, crepitações inspiratórias na base pulmonar esquerda e sopro paraesternal grau 2/6. Analiticamente tem anemia com leucócitos e plaquetas normais. Apresenta creatinina e ureia aumentada, com alterações urinárias (razão proteínas/creatinina e proteínas aumentadas) sugestivas de lesão renal aguda. A proteína C reativa encontra-se aumentada, o que sugere estado inflamatório. O ecocardiograma demonstra disfunção diastólica do ventrículo esquerdo e válvula aórtica espessada. A ecografia renal é normal. 
>>A doente apresenta um quadro complexo, com sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, lesão renal aguda e quadro inflamatório inespecífico (aumento da proteína C reativa, anemia e artralgias). Dado o quadro inflamatório inespecífico, crepitações inspiratórias unilaterais e lesão renal aguda sugestiva de síndrome nefrótica de novo, o mais provável é tratar-se de uma vasculite associada a ANCA (Opção E). As vasculites ANCA são vasculites de pequenos vasos que ocorrem por produção de ANCAs. São mais frequentes em idosos. O quadro desta doente é sugestivo de Poliangeíte Microscópica que é positiva a pANCA MPO. O diagnóstico definitivo é dado apenas por biópsia, sendo esta uma vasculite necrotizante sem granulomas. Cursa com hemorragia alveolar e lesão renal aguda. A hemorragia alveolar pode se apresentar apenas com alterações auscultatórias e anemia em casos ligeiros. À semelhança de outras vasculites, podem estar presentes sintomas constitucionais como febre, perda de peso, mal-estar, anorexia, artralgias e mialgias. O tratamento de indução é realizado com corticoides em alta dose ou plasmaferese se doença grave e ciclofosfamida. Deve ser mantida imunossupressão a longo prazo.
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Este caso clínico retrata um homem de 68 anos, que recorre ao serviço de urgência por hemoptises de instalação recente. À observação, apresenta-se hipertenso e apresenta fervores crepitantes no terço inferior de ambos os campos pulmonares à auscultação, podendo sugerir uma eventual hemorragia alveolar. Analiticamente há a destacar uma elevação importante da creatinina e da ureia séricas, que se presume de novo na medida em que o doente apresentava análises de rotina sem alterações há cerca de um ano atrás. O doente apresenta ainda uma elevação significativa da velocidade de sedimentação eritrocitária e da proteína C reativa, sugerindo um processo inflamatório em curso. O exame sumário de urina revela hematoproteinúria e o exame microscópico revela cilindros eritrocitários e eritrócitos dismórficos, sugerindo com uma glomerulonefrite. Em suma, este doente apresenta-se com hemoptises, alterações à auscultação pulmonar enquadráveis no contexto de hemorragia alveolar e com achados sugestivos de glomerulonefrite rapidamente progressiva, constituindo assim um Síndrome Pulmão-Rim

No que ao estudo etiológico diz respeito, o doente apresenta positividade para anticorpos anticitoplasma dos neutrófilos positivos (ANCA) do tipo anti-mieloperoxidase (MPO), frequentemente referidos como p-ANCA. A biópsia renal revela achados compatíveis com vasculite; crescentes, confirmando assim a suspeita de glomerulonefrite rapidamente progressiva; e ausência de depósitos de imunocomplexos, isto é, uma vasculite pauci-imune. Em conjunto, estes achados sugerem que o diagnóstico mais provável é uma vasculite ANCA, com afeção renal e pulmonar, com positividade para anticorpos do tipo pANCA/anti-MPO, sem granulomas na biópsia, sintomatologia otorrinolaringológica relevante, eosinofilia ou história de asma refratária de instalação tardia, pelo que o diagnóstico mais provável é a Poliangeíte Microscópica, sendo a (Opção E) correta.

(Opção A) A Doença de Goodpasture ou doença anti-GBM é um importante diagnóstico diferencial de Síndrome Pulmão-Rim, à semelhança das Vasculites ANCA. 10-20% dos doentes com Doença de Goodpasture apresentam positividade para p-ANCA, tal como acontece neste doente. No entanto, a negatividade para os anticorpos anti membrana basal do glomérulo e a ausência de deposição de imunocomplexos na biópsia renal tornam esta hipótese menos provável, em comparação com a Poliangeíte Microscópica. Na Doença de Goodpasture observam-se geralmente depósitos lineares de anticorpos IgG na biópsia renal, correspondendo aos anticorpos anti-GBM que se ligam, tal como o nome indica, à membrana basal glomerular.

(Opção B) A Granulomatose com Poliangeíte, previamente conhecida como Granulomatose de Wegener, é uma vasculite necrosante granulomatosa que afeta classicamente a tríade aparelho respiratório superior, pulmão e rim. Este doente apresenta rinite alérgica, mas a sintomatologia do foro otorrinolaringológico, presente em cerca de 90% dos casos, que surge nestes doentes é habitualmente rinorreia persistente, obstrução nasal, epistaxis e, em fases mais avançadas, destruição tecidular da cartilagem do septo com formação do clássico “nariz em sela”. O envolvimento pulmonar pode ocorrer sob a forma de infiltrados nodulares bilaterais, com tendência para cavitar ou, mais raramente, com uma apresentação semelhante a edema agudo do pulmão, sendo os sintomas mais frequentes tosse e hemoptises. Por fim, o envolvimento renal é muito sobreponível ao que se observa na Poliangeíte Microscópica, sob a forma de glomerulonefrite rapidamente progressiva com formação de crescentes. Adicionalmente, a Granulomatose com Poliangeíte afeta mais frequentemente outros órgãos em comparação com a Poliangeíte Microscópica, podendo cursar, por exemplo, com mononeuropatia múltipla ou polineuropatia. Mnemónica: A Granulomatose com Poliangeíte está muito associada ao número 3 porque é caracterizada por uma tríade e está associada a positividade ANCA do tipo PR3 ou c-ANCA, sendo o “c” a terceira letra do alfabeto.

Pode ainda cursar com petéquias e púrpura palpável.

Positividade para ANCA do tipo MPO não é característico (só em 20% dos casos).

Além disso, o quadro floresceu após uma intercorrência infeciosa importante (celulite do membro inferior), o que é típico destas vasculites e tem a ver com o facto de a ativação do complemento pós-infeção favorecer a externalização dos receptores PR3 e MPO que são reconhecidos pelos anticorpos ANCA em circulação destes doentes. 

Em termos imunológicos, esta patologia associa-se com um padrão citoplasmático, c-ANCA, à imunofluorescência e pela presença de anticorpos anti-PR3 nos testes de imunoensaio (pe ELISA)

Ou seja:

  • c-ANCA e p-ANCA referem-se a padrões de marcação em testes de imunofluorescência - padrão de marcação citoplasmática ou perinuclear. 
  • anticorpos anti-MPO e anti-PR3 referem-se a teste de imunoensaio
Anti-PR3/Anti-proteinase-3: +++ Granulomatose com Poliangeite (Granulomatose de Wegener)
Anti-MPO/Anti-mieloperoxidase: +++ Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (S Churg-Strauss) e Poliangeíte microscópica

A biópsia de tecido cutâneo, renal ou ocasionalmente pulmonar é preferível para o diagnóstico de PG, uma vez que a biópsia da mucosa nasal está associada a uma alta taxa de falsos negativos. Por vezes é útil em alguns casos suspeitos de mucormicose (na presença de sinusite, necrose e cetoacidose num doente com diabetes).

(Opção C) A Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte, previamente denominada de Síndrome de Churg-Strauss, é uma vasculite ANCA em que ocorre inflamação necrosante rica em eosinófilos. Clinicamente carateriza-se por asma grave, que surge habitualmente na idade adulta, e de difícil controlo, e outras manifestações de hipersensibilidade respiratória como a rinite ou sinusite. Apesar deste doente ter asma, trata-se de uma asma desde a infância, medicada apenas com corticoide inalado em baixa dose + LABA e o doente não apresenta sibilos ou prolongamento do tempo expiratório à auscultação que sugiram que esta não esteja controlada. À semelhança da Poliangeíte Microscópica, esta entidade associa-se mais frequentemente a positividade para ANCA do tipo MPO. Associa-se frequentemente, à semelhança da Granulomatose com Poliangeíte, a mononeuropatia múltipla ou polineuropatia atribuível a vasculite, mas o envolvimento renal não é tão frequente. Assim, o que torna esta hipótese menos provável é a ausência de história de asma refratária, o envolvimento renal sob a forma de glomerulonefrite rapidamente progressiva que ocorre neste caso e a ausência de eosinofilia periférica.

(Opção D) O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma doença autoimune multissistémica, que pode afetar os pulmões e os rins. No entanto, o envolvimento pulmonar mais frequente é sob a forma de derrame pleural ou pleurite, seguindo-se as atelectasias, pulmão encarcerado e a pneumonite, não sendo frequente apresentação sob a forma de hemorragia alveolar com hemoptises. O envolvimento renal surge em mais de 50% dos doentes com LES, sobretudo nos primeiros anos de doença, sendo que a apresentação dependerá da classe histológica, mas poderá evoluir para glomerulonefrite rapidamente progressiva. Este doente não apresenta sintomatologia adicional ou achados clínicos ou laboratoriais sugestivos de LES e apresenta anticorpos antinucleares (ANA) negativos, o que exclui este diagnóstico pelos critérios da ACR/EULAR de 2019, que passaram a considerar a positividade ANA como necessária ao diagnóstico de LES. Adicionalmente, a imunofluorescência da biópsia renal de uma Nefrite Lúpica é o oposto de uma vasculite pauci-imune, na medida que na Nefrite Lúpica se observa o full-house da imunofluorescência, isto é, depósitos de IgM, IgG, IgA, C3 e C1q. Assim, este não é o diagnóstico mais provável.

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Vasculite de Takayasu

Este caso descreve uma doente com início súbito de défices neurológicos (paralisia facial central, hemiparesia e hemihipoestesia direitas), configurando um caso clínico de acidente vascular cerebral (AVC).

A história clínica que precedeu este quadro neurológico agudo e as alterações no exame objetivo são sugestivas de um processo inflamatório vascular subjacente (Opção E), particularmente arterite de Takayasu. Trata-se de uma vasculite de grandes vasos, rara, com maior incidência na população asiática, particularmente em doentes do sexo feminino (8.5:1), com idade inferior a 40 anos. Afeta primariamente a aorta e seus ramos principais, sendo que as manifestações clínicas dependem da duração da doença e das áreas vasculares envolvidas (ver tabela acima). A doente do caso clínico apresenta sinais e sintomas consistentes com esta vasculite (também conhecida por “doença sem pulsos”), nomeadamente a história de sintomas constitucionais (astenia e perda de peso), claudicação do membro superior esquerdo, fenómeno de Raynaud, diferença de pressão arterial entre os membros superiores superior a 10mmHg, diminuição do pulso umeral esquerdo e auscultação de sopro sobre a artéria carótida comum e subclávia esquerdas. Analiticamente, a doença associa-se a anemia da doença crónica e aumento dos parâmetros inflamatórios (VS, PCR).

Não existem critérios de diagnóstico para a artrite de Takayasu. Perante a suspeita diagnóstica deve ser requisitado um exame de imagem (p. ex. angiografia convencional, angio-TC ou PET-CT) para estudar alterações arteriográficas, nomeadamente oclusões/estenose da aorta ou ramos). O tratamento da doença inicia-se com 40-60mg/dia de prednisolona oral associado a um DMARD (Disease-modifying antirheumatic drugs) convencional (metotrexato, micofenolato, leflunomida, azatioprina ou ciclofosfamida). O AVC é uma das complicações desta vasculite, resultado da diminuição da perfusão cerebral por estenose da artéria carotídea. A patofisiologia implica a ativação endotelial por mediadores inflamatórios, espessamento da parede arterial e oclusão dos vasos, culminando em isquemia cerebral e consequente enfarte.

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Diplasia fibromuscular (não é vasculite auto imune)


A displasia fibromuscular (DFM) é uma doença sistémica idiopática, não-inflamatória, não-aterosclerótica, em que se observa proliferação celular anormal e distorção da arquitetura da parede de artérias de pequeno e médio calibre. É caracterizada por estenose, oclusão, aneurisma, disseção e tortuosidade arteriais. A hipertensão arterial é a manifestação mais comum de DFM das artérias renais, sendo responsável por 15% dos casos de hipertensão renovascular, mais prevalente em mulheres jovens (15-50 anos). Contrariamente à hipertensão renovascular por aterosclerose (85% dos casos), que afeta sobretudo a origem das artérias renais, a DFM das artérias renais origina mais frequentemente lesão bilateral e na porção distal das artérias.

A DFM, ao originar estenoses nas artérias carótidas e nos seus ramos, pode manifestar-se por eventos cerebrovasculares, contudo, os sintomas constitucionais não ocorrem e a hipertensão arterial por estenose das artérias renais está frequentemente presente (ausência de HTA e creatinina sérica normal, neste caso)


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Vasculite por crioglobulinémia

Vasculite sistémica que afeta vasos de pequeno e médio calibre, causada pela deposição de imunocomplexos que contêm crioglobulinas (imunoglobulinas IgM e/ou IgG cuja precipitação depende da temperatura corporal).

As crioglobulinémias dividem-se em: 

  • tipo 1, que corresponde a 10% dos casos e que se associa a mieloma múltiplo, leucemia mieloide crónica e outras doenças hemato-oncológicas, e 
  • tipo 2 e tipo 3, também denominadas de crioglobulinémias mistas, que correspondem a 90% dos casos, sendo a maioria causada por infecções virais (principalmente por infeção pelo vírus da hepatite C (VHC), mas também por VIH, EBV ou vírus da hepatite B), podendo também ser idiopáticas ou secundárias a doenças auto-imunes (artrite reumatóide, síndrome de Sjogren, entre outras) ou doenças linfoproliferativas.

O quadro clínico inclui manifestações cutâneas típicas (máculas vermelhas/arroxeadas e púrpura dos membros inferiores, úlceras, necrose cutânea), artralgias generalizadas (mais frequentes nas articulações metacarpofalângicas, interfalângicas proximais, joelhos e tornozelos), mialgias, cansaço, polineuropatia, glomerulonefrite com hemato-proteinúria e hepatoesplenomegália. O diagnóstico é confirmado pelo doseamento das crioglobulinas no soro, sendo também típicas a presença de   (pela deposição do complemento sob a forma de imunocomplexos). Todos os doentes com crioglobulinémia devem ser testados para infecção por VHC, pela forte correlação entre as duas patologias. A biópsia das lesões cutâneas não é necessária para a confirmação do diagnóstico, mas pode ser útil em casos dúbios.

O doente do caso clínico, para além de apresentar um quadro compatível com vasculite por crioglobulinémia (cuja principal etiologia é a infeção por VHC), tem antecedentes pessoais de consumo de drogas endovenosas, uma das principais formas de transmissão de VHC, pelo que é altamente provável que apresente anticorpos positivos para este vírus (Opção B).

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Poliarterite Nodosa


A poliarterite nodosa (PAN) (Opção D) é uma vasculite rara com envolvimento dos vasos de médio calibre, que tem maior incidência nos homens entre os 45-65 anos. Como a maioria das vasculites, tem um envolvimento multissistémico (cardíaco, renal, cutâneo, músculo-esquelético, neurológico). No caso apresentado, podemos suspeitar de envolvimento cardíaco (palpitações e taquicardia) - que motivou a procura pelo serviço de urgência, envolvimento renal (hipertensão arterial de difícil controlo) e músculo-esquelético (mialgias e artralgias). A fadiga, febre e perda ponderal são sintomas sistémicos inespecíficos, frequentes em quadros de vasculite. A PAN cursa geralmente sem envolvimento pulmonar, um dado útil na distinção com outros tipos de vasculite. É uma vasculite tipicamente ANCA negativa e pode estar associada com a infeção pelo vírus da hepatite B. O diagnóstico definitivo pode ser realizado com biópsia de tecido acessível (geralmente cutânea, do nervo sural ou músculos afetados), revelando inflamação transmural com infiltração de leucócitos e necrose fibrinóide. Quando se suspeita de envolvimento de órgãos não acessíveis por biópsia deve ser realizado estudo angiográfico. Neste caso foi pedida angiografia renal, uma vez que há suspeita de envolvimento renal e, nesta patologia, a biópsia renal não é diagnóstica (a menos que haja uma amostra de uma artéria de médio calibre) e há um risco hemorrágico aumentado pela presença de microaneurismas renais. Os achados típicos na angiografia são múltiplos aneurismas saculares de pequenas dimensões (microaneurismas), oclusões, irregularidades luminais e estenose dos vasos de pequeno e médio calibre

DDx:
A brucelose é uma zoonose que pode cursar com um quadro crónico de manifestações sistémicas inespecíficas, à semelhança da PAN. Porém, a brucelose tem tendência à focalização osteoarticular (espondilodiscite brucélica) e outras alterações ao exame objetivo como adenopatias palpáveis e dolorosas ou envolvimento genitourinário. Há geralmente história de consumo de produtos não pasteurizados ou contacto com animais.
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Tromboangeíte obliterante (Doença de Buerger)

Tipicamente em homens com história atual ou prévia de dependência tabágica 
Vasculite com envolvimento de vasos de médio calibre, com atingimento preferencial das artérias distais dos membros superiores e inferiores. Assim, apresenta-se tipicamente com sintomas de doença arterial periférica (claudicação intermitente) ou tromboflebite superficial migratória. Em casos mais avançados, pode ocorrer isquemia crítica dos membros. Não costuma envolver outros órgãos e os doentes não apresentam habitualmente sintomas constitucionais. Ao contrário da maioria das vasculites, a velocidade de sedimentação e proteína C reativa encontram-se dentro dos limites de referência.

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