Hemorragias 3ºT
O risco de rotura uterina é superior em doentes em trabalho de parto com antecedentes de cirurgia uterina, particularmente cesariana clássica (vertical) prévia ou miomectomia extensa (por exemplo, durante a remoção de miomas intramurais e submucosos). A história de miomectomia, a dor abdominal intensa e constante e o traçado da frequência cardíaca fetal anormal (com desacelerações variáveis persistentes) são preocupantes e apontam para rotura uterina. Outras possíveis manifestações de rotura uterina incluem hemorragia vaginal, partes fetais palpáveis no exame abdominal, subida da apresentação fetal e paragem das contrações uterinas. A apresentação clínica da rotura uterina varia de acordo com a extensão e a localização da rotura, bem como da utilização de anestesia regional.
O parto vaginal é seguro após uma cesariana transversal baixa (incisão uterina horizontal). Por outro lado, as grávidas com antecedentes de cesariana clássica ou miomectomia extensa devem ser submetidas a parto por cesariana eletiva às 36-37 semanas de gestação. Se estas doentes entram em trabalho de parto, deve ser feita laparotomia urgente e parto.
Se a rotura uterina já ocorreu, o parto é geralmente feito pelo local da rotura e, posteriormente, é realizada a reparação do defeito uterino. Se o útero não estiver totalmente rompido, deve ser feita uma histerotomia (isto é, cesariana). A atitude expectante é geralmente contraindicada em doentes com cesariana clássica prévia ou antecedentes de miomectomia extensa (Opção A).
Comentários
Enviar um comentário