Aborto e Gravidez ectópica

 



A morte fetal intrauterina (MFIU) é definida como a morte do feto a partir das 20 semanas de gestação. A fisiopatologia da MFIU pode ser de origem materna, fetal ou placentária. O feto deve ser submetido a autópsia e devem ser realizados estudos genéticos e de cariótipo. A placenta deve ser avaliada macroscópicamente e microscópicamente para exclusão de trombose, descolamento, infecção ou outra doença. A avaliação laboratorial deve ser obtida para exclusão de síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAAF) materno e hemorragia feto-materna. Outros testes (por exemplo, avaliação para trombofilia, culturas) podem ser realizados para confirmar ou excluir uma etiologia sugerida pelo histórico médico da grávida. Como a etiologia da MFIU ajuda a determinar o risco de recorrência e as estratégias de prevenção, conhecer a causa pode ser difícil no aconselhamento da grávida em relação a futuras gestações. Mesmo após uma avaliação ideal, até metade dos casos não tem etiologia identificável. --> Resposta correcta

A infeção (por exemplo, parvovírus, sífilis, citomegalovírus, Listeria monocytogenes) é uma causa comum de MFIU pré-termo. No entanto, é uma causa incomum para uma MFIU de termo e esta grávida não apresentava sintomas de infeção durante a gravidez.

A placenta prévia pode causar MFIU, no entanto ocorre no contexto de hemorragia obstétrica, que a grávida não apresentava.

(Opção D) A rutura uterina pode causar MFIU, mas geralmente ocorre durante o trabalho de parto e apresenta-se com dor abdominal intensa. Esta grávida não tem dor e não está em trabalho de parto, tornando a rutura improvável. Além disso, a rutura é mais frequentemente observada em grávidas que tiveram uma incisão uterina clássica (vertical), em vez de transversal baixa.

(Opção E) As anomalias do cariótipo são um forte fator de risco para MFIU. No entanto, costumam causar alterações que geralmente são visíveis nas ecografias. As ecografias desta grávida são descritas como normais, e o rastreio combinado do 1º trimestre revelou-se negativo, tornando improvável a existência de uma alteração genética.



 A cerclage eletiva está indicada em grávidas com antecedentes de pelo menos 1 aborto espontâneo no 2º trimestre por incompetência cervico-ístmica (dilatação indolor do colo), dilatação do colo uterino na gravidez atual, história de cerclage cervical em gravidez anterior por dilatação indolor do colo e/ou antecedentes de parto pré-termo com colo < 25 mm antes das 24 semanas.


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