Cardio: TEP

O quadro clínico descrito no enunciado é muito sugestivo de tromboembolismo pulmonar (TEP). A favor desta hipótese diagnóstica temos a clínica - dor torácica e dispneia de início súbito -, o exame objetivo - taquicardia e taquipneia, alterações à auscultação pulmonar e sinais clínicos de trombose venosa profunda (TVP) no membro inferior direito - e ainda os achados dos exames complementares de diagnóstico realizados - gasometria arterial com hipoxémia e hipocápnia e eletrocardiograma com taquicardia sinusal e inversão da onda T nas derivações direitas. Além destes pontos a favor do diagnóstico, existem ainda na história clínica alguns fatores de risco para tromboembolismo venoso, nomeadamente a profissão da mulher - viagens aéreas de longo curso frequentes -, os antecedentes de síndrome de anticorpo anti-fosfolípido e a utilização de terapêutica hormonal de substituição. Aplicando o Score de Wells, obtemos uma classificação > 4 pontos o que se traduz numa probabilidade elevada de TEP. Uma vez que a doente está hemodinamicamente estável, o exame diagnóstico mais adequado neste momento é o angio-TC torácico (Opção A).

 A utilidade do doseamento dos D-dímeros está relacionada com a exclusão de tromboembolismo em doentes com probabilidade não alta de TEP, isto é, naqueles cujo Score de Wells é ≤ 4 pontos. Esta doente apresenta uma probabilidade alta de TEP pelo que um doseamento normal de D-dímeros não permitiria a exclusão do diagnóstico, ao passo que uma elevação dos mesmos não teria utilidade do ponto de vista da confirmação diagnóstica. Por este motivo, este não seria o exame complementar mais adequado.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Cardio: Valvulopatias

Inf: Pneumonia